Trabalhar em casa

Aqui entra meu interesse pessoal. Não tinha visto ainda o tema em um estudo mais acadêmico (só dentro das revistas de marketing mesmo). Uma crítica que tenho lido (e que me pareceu mais justa) é que a colaboração é grande parte do resultado de uma equipe e que separar fisicamente não pode aumentar isto. Entendo no entanto que aumenta satisfação e pode (no geral) aumentar tanto o trabalho produzido quanto a qualidade de vida do trabalhador.

About 10% of US employees now regularly work from home WFH, but there are concerns this can lead to “shirking from home.” We report the results of a WFH experiment at CTrip, a 16,000- employee, NASDAQ-listed Chinese travel agency. Call center employees who volunteered to WFH were randomly assigned to work from home or in the office for 9 months. Home working led to a 13% performance increase, of which about 9% was from working more minutes per shift fewer breaks and sick-days and 4% from more calls per minute attributed to a quieter working environment. Home workers also reported improved work satisfaction and experienced less turnover, but their promotion rate conditional on performance fell. Due to the success of the experiment, CTrip rolled-out the option to WFH to the whole firm and allowed the experimental employees to re-select between the home or office. Interestingly, over half of them switched, which led to the gains from WFH almost doubling to 22%. This highlights the benefits of learning and selection effects when adopting modern management practices like WFH.

via Does Working from Home Work? Evidence from a Chinese Experiment.

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Modelagem baseada em agente: primeiros passos

Aqui o Understanding Society mostra um bom guia para começar a olhar estes modelos baseados em agente que falei na semana passada e coloca algumas dúvidas sobre a viabilidade do projeto. Para ele (e concordo) quando os agentes são homogêneos podemos usar uma abordagem agregada. Mas quando é que algo é homogêneo? Me parece possível encaixar preceitos evolucionistas nessa abordagem.

Agent-based modeling is an intriguing new set of tools for computational social science. The techniques permit us to project forward the system-level effects of a set of assumptions about agent behavior and a given environment. What kinds of real social phenomena are amenable to treatment by the techniques of agent-based modeling? David O’Sullivan and his co-authors offer an assessment of this question in their contribution to a valuable recent handbook, Heppenstall et al, Agent-Based Models of Geographical Systems. (Andrew Crooks and Alison Heppenstall provide a valuable and clear introduction to ABM methodology in their contribution to the volume.)

via UnderstandingSociety: Domain of agent-based modeling methods.

Política industrial regional comparada

O artigo foca em uma parte da análise evolucionária muito interessante, partindo de um experimento natural encontrado pelo autor. O foco habitual é ambiente competitivo, capacidades, interação. Neste artigo o autor busca compreender como diferentes configurações políticas (estado unitário, divisão, ente federado) podem influenciar o tipo de política que o governo adota para influenciar no ambiente competitivo, especialmente a decisão de sustentar uma indústria em fase de decadência e que tipo de consequência isto pode ter para o processo de crescimento econômico baseado em destruição criativa. Acho que podemos traçar um paralelo para o Brasil, considerando que os nossos estados possuem considerável margem de manobra tanto nos seus gastos como na receita. Os comportamentos descritos no artigo combinam com o nosso comportamento, onde cada estado compete com o outro buscando implantar novas indústrias e tenta empurrar o peso de sustentar as indústrias tradicionais para o governo federal.

Creative destruction and fiscal institutions: a long-run case study of three regions

Lars P. Feld, Jan Schnellenbach and Thushyanthan Baskaran

We analyze the rise and decline of the steel and mining industries in the regions of Saarland, Lorraine and Luxembourg. Our main focus is on the period of structural decline in these industries after the second world war. Differences in the institutional framework of these regions are exploited to analyze the way in which the broader fiscal constitution sets incentives for governments either to obstruct or to encourage structural change in the private sector. Our main result is that fiscal autonomy of a region subjected to structural change in its private sector is associated with a relatively faster decline of employment in the sectors affected. Contrary to the political lore, fiscal transfers appear not to be used to speed up the destruction of old sectors, but rather to stabilize them.

via Journal of Evolutionary Economics, Online First™ – SpringerLink.

Discutindo com economistas e outros também

Parar de assinar

Antes de começar a opinar sobre os assuntos e artigos, acho importante deixar claro algumas coisas que acredito serem básicas em uma discussão.
A coluna do Noah abaixo traz sete regras básicas para debater com um economista mas que, na verdade, se aplicam à qualquer ciência social e também na política ou psicologia.
São de certa forma uma maneira popular de lembrar das falácias lógicas, principalmente as minhas preferidas: non sequitur, argumento da autoridade (exemplo 1 dele) e ad hominem (exemplo 7).

Principle 1: Credentials are not an argument.

Example: “You say Theory X is wrong…but don’t you know that Theory X is supported by Nobel Prize winners A, B, and C, not to mention famous and distinguished professors D, E, F, G, and H?”

Suggested Retort: Loud, barking laughter.

via Noahpinion: Seven principles for arguing with economists.