RESUMO: Openness and the market friendly approach to development: Learning the right lessons from development experience

Ajit Singh

Analisando o histórico do Japão e da Coreia, o autor tentará demonstrar que as análises tradicionais do Banco Mundial sobre o desenvolvimento, baseada em abertura econômica e políticas de mercado deixam algumas lacunas de análise.

Esta visão é baseada na teoria de que o desenvolvimento é governado pelo aumento da produtividade total dos fatores. A abertura promove a produtividade do capital e os investimentos em educação promovem a produtividade do trabalho. Automaticamente a renda será maior. Nota-se que o modelo supõe mercados competitivos (e, portanto, sem desemprego de recursos) e não leva em conta fatores de demanda.

O papel do Estado é limitado (porém menos limitado que na análise neoclássica), devendo ter políticas amigáveis ao mercado, intervindo apenas quando necessário, de forma aberta e simples, providencia um bom clima de negócios e adequada formação de capital humano. Porém os países em questão não agiram deste modo quando passaram por sua fase de crescimento acelerado. O Banco argumenta que a política industrial não causou o crescimento, no entanto. O autor argumenta que o Banco tem um entendimento muito limitado do que é política industrial. Se por um lado a estrutura da economia não mudou muito do que seria o resultado de mercado, por outro, a velocidade de ajustamento foi muito maior. Além disso, não consideram os efeitos dos setores privilegiados sobre a economia como um todo através do alívio no balanço de pagamentos. A teoria do TFP falha na análise destes países. A política adotada por eles é de integração estratégica na economia mundial, subordinada aos interesses locais.

Em um mundo com economias estáticas e dinâmicas de escala, competição imperfeita e learning-by-doing, a abertura comercial ótima não é “totalmente aberta”. Chakravarty (1988) sugere que abertura é uma questão multifacetada (comercial, capital, tecnológica, cultural, etc.) e pode ser que a combinação ideal de cada país seja diferente. Na Ásia, por exemplo, o FDI foi usado como busca de minimização de custos quando os salários subiam nos países que desenvolveram antes. A política japonesa não protege os setores ineficientes, mas gradualmente os elimina estimulando sua transferência para outras regiões onde possa ser mais competitivo e estimula internamente novos setores mais produtivos. Na América Latina o FDI não teve este componente, baseando-se mais em um estilo mercantilista, o que a torna mais vulnerável a mudanças de competitividade e decisões das firmas estrangeiras.

A própria questão da competição no mercado interno foi alvo de intervenção. Em uma ótica de desenvolvimento dinâmico e de inovação, foi estimulada a concentração empresarial. Apesar de recentemente reconhecer a importância destes fatores, O Banco Mundial argumenta que esta estratégia não funcionaria em outros países, por questões de capacidade institucional de o governo coordenar este processo. O ponto é que a própria Coreia também não tinha estas instituições quando começou a imitar o Japão e muito menos Taiwan.

Outro ponto importante é a criação dos sistemas nacionais de inovação, conforme List já preconizava no século XIX. Para isso é importante a estrutura física da tecnologia e a educação de alto nível (universitária), especialmente em ciências e engenharia (já ouvi este argumento de alguns autores americanos e britânicos nos dias se hoje também).

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