EUA em declínio? Dificilmente…

AVISO: Não sou especialista em macro, nem em economia internacional, logo o que falo a seguir é opinião pessoal e não opinião como economista.

Alguns textos interessantes sobre o assunto coletados no post do Naked Keynesianism linkado abaixo.

O primeiro texto é da Conceição Tavares de 1985 e mostra como os EUA conseguiram reafirmar sua hegemonia apesar de todos os sinais de declínio aparente naquele momento, usando o poder de sua moeda. Para ficar mais atual é só substituir “Japão” por “China” no texto.

No segundo texto o Fiori parte da ideia de hegemon e das teorias de relações internacionais onde a paz e a estabilidade são atingidas quando existe uma ordem supranacional, que é sustentada por um estado que faz o papel de “garantidor” desta ordem. Depois entra na relação entre as guerras e a formação dos Estados e economias nacionais e na relação dos príncipes com os banqueiros  para questionar a estabilidade no regime hegemônico, já que não existe estímulo competitivo.

Serrano analise os diversos regimes monetários mundiais na história e analisa as vantagens e os pesos de ser o emissor da moeda padrão mundial.

Não consegui acessar o texto do Medeiros devido ao paywall.

O texto de Fields e Vernengo analisa a possibilidade de o dólar deixar de ser a moeda base do sistema mundial, porém não acredita que isto ocorra. Com base em uma visão cartalista da moeda postula que credibilidade não é um problema já que a moeda estatal deve ser aceita e, considerando a posição hegemônica dos EUA, o mesmo vale para o dólar mundialmente. O euro não teria condições de substituir o dólar como moeda de reserva justamente por não ter uma autoridade fiscal central e o renmimbi por não ser convertível e por não possuir mercados financeiros desenvolvidos.

American decline?

A few readings on why American hegemony is not on the verge of collapse, prompted by a conversation with a graduate student. Note that all come from a group of people that has been influenced by Maria da Conceição Tavares, who wrote in 1985 a classic paper (A Retomada da Hegemonia Norte-Americana; in portuguese), on the rise of US hegemony when almost everybody was going in the other direction.

Fiori, J. L. (ND) “The Global Power, Its formation, its expansion and its limits”, processed.

Serrano, F. 2003. “From Static Gold to Floating Dollar”, Contributions to Political Economy, 22: 87–102.

Medeiros, C. A. (2003), “The post‐war American technological development as a military enterprise” , Contributions to Political Economy, 22: 41-62. (Subscription required)

Fields, D. and M. Vernengo (2011), “Hegemonic Currencies during the Crisis”, Levy Economics Institute Working Paper No 666.

And yes, I did notice the number of the working paper!

via NAKED KEYNESIANISM: American decline?.

Uma outra visão que achei no Brainiac, um blog do Boston.com que reúne às sextas as melhores matérias da semana, é a de Nuno Monteiro:

Nuno P. Monteiro lays out his case. America, he points out, has been at war for 13 of the 22 years since the end of the Cold War, about double the proportion of time it spent at war during the previous two centuries. “I’m trying to debunk the idea that a world with one great power is better,” he said in an interview. “If you don’t have one problem, you have another.”

Monteiro claims, America’s position as a dominant power, unbalanced by any other alpha states actually exacerbates dangerous tensions rather than relieving them.

via The lonely superpower – Boston.com.

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