Trabalho de campo na economia

Interessante texto sobre como a disciplina economia pode se beneficiar da maior difusão do uso de trabalho de campo, isto é, investigação direta, para além do uso tradicional em economia industrial.

More recently, Swann (2008, p. ix) proposed a new direction and a new attitude to applied economics, what he calls “vernacular knowledge of the economy, knowledge of the economy gathered by ordinary people from their everyday interactions with markets.” He argued that “such vernacular knowledge may sit uncomfortably with the formal models of economists […] But no wise economist should discard the vernacular, because it offers insights that can never be found in formal analysis alone.”

Fonte: Fieldwork and model building in economics— Part 2 | World Economics Association

R 3.3.3 lançado

Uma rapidinha, já podem atualizar seus computadores, está disponível uma nova versão do R. Aparentemente conserta alguns bugs apenas, mas melhora a funcionalidade do download.file quando tenta baixar um arquivo de sites que redirecionam o link para um site seguro. Talvez ajude com alguns sites de governo.

Fonte: R 3.3.3 now available

Fazendo previsão com o Profeta (não, não esse)

Vejam só, o Facebook tem um time de dados e eles utilizam o R como ferramenta de estatística. Eles utilizam um pacote próprio para previsão, que utiliza técnicas bayesianas, que pega uma série com datas e dados e cria previsões só com isso. O pacote é aberto e se chama “Prophet”. Versão também disponível para Python.

Dica do blog Revolutions, que é da equipe de dados da Microsoft (!), que tem sua própria versão do R (!!) e que é disponível para nós mortais baixarem (!!!).

Facebook is a famously data-driven organization, and an important goal in any data science activity is forecasting. Now, Facebook has released Prophet, an open-source package for R and Python that implements the time-series methodology that Facebook uses in production for forecasting at scale.

Fonte: Revolutions

Dez regras para usar Git e GitHub

Um tema que venho pesquisando recentemente, desde o curso de inverno na UNICAMP sobre modelos baseados em agente é a questão do compartilhamento e da organização de versões de programação. O sistema Git de versionamento é uma forma de controle de versões e alterações do trabalho que tem utilidade muito maior do que apenas para os programadores puros. GitHub é um programa que facilita a interação entre o seu trabalho e os servidores de hospedagem. Nesse clima, segue um pequeno artigo sobre o tema.

Rule 1: Use GitHub to Track Your Projects:

The backbone of GitHub is the distributed version control system Git. Every change, from fixing a typo to a complete redesign of the software, is tracked and uniquely identified. Although Git has a complex set of commands and can be used for rather complex operations, learning to apply the basics requires only a handful of new concepts and commands and will provide a solid ground to efficiently track code and related content for research projects. Many introductory and detailed tutorials are available (see Table 2 below for a few examples). In particular, we recommend A Quick Introduction to Version Control with Git and GitHub by Blischak et al. [5].

Fonte: PLOS Computational Biology: Ten Simple Rules for Taking Advantage of Git and GitHub

Restrição externa, hiato tecnológico e mudança estrutural no Brasil

Um artigo antigo sobre macro pra variar um pouco as coisas. Nesse artigo os autores, no contexto de um modelo de restrição externa ao crescimento, tentam mostrar como a acumulação de capital e a transformação estrutural da economia, podem contornar este dilema.

RESUMO
Os períodos de crescimento acelerado da economia brasileira do pós-guerra até a década de 1970 foram constrangidos pela restrição externa. Propomos neste artigo um modelo baseado em Kaldor, em que estabelecemos uma relação entre acumulação de capital, hiato tecnológico e restrição externa ao crescimento de longo prazo para economias periféricas. A hipótese básica do modelo é que a acumulação de capital, sob certas condições, pode contornar a restrição externa ao crescimento dessas economias desde que o esforço de acumulação seja capaz de produzir uma mudança estrutural no sentido de aumentar a participação relativa dos setores mais dinâmicos do ponto de vista tecnológico. Essa mudança estrutural irá resultar em um aumento gradual da elasticidade-renda das exportações e numa redução da elasticidade-renda das importações, aumentando assim a taxa de crescimento do produto real que é compatível com o equilíbrio de longo prazo do balanço de pagamentos. Ilustramos ao final do artigo que a economia brasileira do pós-guerra até os anos 1970 apresentou uma elevada taxa de acumulação de capital, aprofundando o processo de substituição de importações, o que na nossa interpretação contribuiu para parcialmente permitir relaxar a restrição externa ao crescimento de longo prazo.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-41612012000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Multiplicadores Fiscais ao longo do ciclo

O Rodrigo Orair do IPEA, especialista em política fiscal, o mesmo que calcula o déficit estrutural do Brasil e que já vi palestrar, tirou segundo lugar no prêmio do Tesouro Nacional este ano com um trabalho de estimação dos multiplicadores fiscais ao longo do ciclo econômico, com um modelo STVAR. A conclusão dele é que os multiplicadores são maiores que um nos momentos de baixa e menores nos momentos de alta no ciclo, o que pode explicar por que usualmente trabalhos que utilizam coeficientes invariantes no tempo obtém o resultado de multiplicadores menores que um. Outro ponto importante é a separação da eficiência por instrumento de política. Por exemplo, as isenções FISCAIS sempre teriam multiplicador menor que um, independente da etapa do ciclo.

Segue o link: http://bit.ly/2fG18oE