Arquivo do mês: março 2012

Usando tabelas

Gráfico dinheiro

Fazer bons gráficos e tabelas certamente não é um talento muito comum. Sou culpado de gráficos péssimos na minha dissertação de mestrado. Normalmente ou são muito feios ou enfeitados demais e o principal, a informação, não aparece. O Hyndman no artigo linkado abaixo recomenda alguns livros sobre fazer boas tabelas.

Almost every research paper and thesis in statistics contains at least some tables, yet students are rarely taught how to make good tables. While the principles of good graphics are slowly becoming part of a statistical education (although not an econometrics education!), the principles of good tables are often ignored. Perhaps people think they are obvious, although the results I see in papers and theses suggest otherwise.

via Research Tips

RESUMO: “Openness, Productivity and Growth: What Do We Really Know?” (1998)

Recipientes para transporte

Esta semana tive a primeira aula do doutorado e como explicitado na “missão” do blog, um dos objetivos aqui é acompanhar esta trajetória. Assim, tentarei “fichar” os textos que for lendo, lembrando que minha área de interesse é microeconomia e economia industrial. Importante lembrar também que todos os posts são agendados para saírem quartas e sábados, com pouco menos de um mês de antecedência em média. Segue o primeiro abaixo:

Openness, Productivity and Growth: What Do We Really Know?

Sebastian Edwards

Edwards tenta responder se a abertura comercial (intencional) é relacionada ao crescimento econômico. O argumento tradicional é que sim, passando por aumento na produtividade dos fatores. Edwards argumenta que os modelos da época não podem fazer esta relação e que os índices de abertura têm muitos problemas conceituais. Sua solução é ver se os resultados são robustos a despeito do índice utilizado.

Inicialmente o autor estima o crescimento da produtividade dos fatores nos países regredindo uma função de produção usando capital e trabalho e o PNB real. O modelo é que o crescimento da produtividade pode vir de inovações internas ou imitação externa, que vai depender do grau de abertura. Depois ele parte para explicar este crescimento das PTF pelos diversos índices de abertura, PNB per capita inicial e capital humano inicial.

A conclusão é que a abertura comercial impacta positivamente no crescimento da produtividade total dos fatores de produção, porém, dentre as variáveis estudadas, é a com menor peso. Além disso, por questões de endogeneidade, não podemos afirmar qual é a causalidade.

Estendendo o modelo posteriormente, também são consideradas importantes para o crescimento da PTF as instituições (medidas pela proteção à propriedade) e a estabilidade política, com maior destaque para as instituições. Estabilidade econômica, medida pela inflação não parece ter relevância.

O próximo texto fará uma crítica desta literatura incluindo o artigo acima.

Gabriel Rega:

O autor fala em com uma visão de negócios, mas vale o mesmo se você pensa em termos de modelos de matching ou mesmo se você vê a firma como conjunto de capacitações. No mundo que muda a habilidade que conta é adaptabilidade. E tem gente que defende estruturas mais hierarquizadas ainda…

Postado originalmente em abovethecrowd.com:

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A few relevant scenes from the recent blockbuster Moneyball:

Peter Brand: Billy, Pena is an All Star. Okay? And if you dump him and this Hatteberg thing doesn’t work out the way that we want it to, you know, this is…this is the kind of decision that gets you fired. It is!
Billy Beane: Yes, you’re right. I may lose my job, in which case I’m a forty four year old guy with a high school diploma and a daughter I’d like to be able to send to college. You’re twenty five years old with a degree from Yale and a pretty impressive apprenticeship. I don’t think we’re asking the right question. I think the question we should be asking is, do you believe in this thing or not?
Peter Brand: I do.
Billy Beane: It’s a problem you think we need to explain ourselves. Don’t. To…

Ver original 2.018 mais palavras

Resenha: Why Do Nations Fail? (Enlightenment Economics)

O livro novo do Acemoglu está na minha lista de leitura de férias (junho). É bom ler discussões além do dia a dia de políticas específicas de vez em quando. Preciso rever minha leitura do Williamson e sua turma.

The book’s thesis is of course that institutions are what matter for economic development. An early chapter dismisses the main alternative explanations – geography, culture, and policy ignorance. Specifically, the authors argue that a successful institutional framework needs two characteristics: it must be inclusive so that members of a society have some means of shaping economic allocations; and it must be sufficiently centralized that the state is effective. Unsuccessful economies are either exploitative and authoritarian or have a central political authority unable to take decisions that benefit the whole; in either case rent-seeking minorities are able to prevent the kind of innovation, and consequent redistribution of economic power, that in the long run is necessary for growth.

via Why Do Nations Fail? | The Enlightened Economist.

Bibliografia do bom professor

Blackboard - Back to School

Neste post o Tyler Cowen, do Marginal Revolution, recebe uma carta de um estudante de PhD, que está a um passo de começar a dar aulas e pede dicas, mas principalmente dicas testadas por estudos. O Cowen passa alguns pontos (reproduzidos abaixo), mas o mais importante está nos comentários, muitas indicações de livros e estudos científicos sobre o assunto.

1. Give a damn.

2. Get to the point when you speak.

3. Expect something from them.

4. Teach to the students who are interested in learning.

5. At all levels, do not overestimate the attention span of your audience.

6. Do not be afraid to be idiosyncratic, provided you adhere strictly to #2.

via What are the best sources on how to be a good teacher? — Marginal Revolution.

Valor: Isenções concedidas à indústria já são estímulo à inovação

Não, não são. E ele sabe disso, é uma declaração política do tipo “já estamos fazendo alguma coisa”. Precisa da institucionalidade por trás para fazer efeito. A outra proposta citada no texto, da Embrapi, sim, faz muito mais sentido.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, disse nesta sexta-feira que as isenções tributárias que estão sendo concedidas pelo governo a alguns setores da indústria já são um estímulo para que as empresas invistam mais em inovação.

via Isenções concedidas à indústria já são estímulo à inovação, diz Raupp | Valor Econômico.

Gabriel Rega:

Artigo interessante sobre algumas questões políticas internas da profissão do economista e a relação disso com a teoria econômica.

Postado originalmente em Real-World Economics Review Blog:

Below are two thought-provoking, stand-on-their-own sections from Patrick Spread‘s paper “Science and Support: The Struggle for Mastery in Economics” in the new issue of RWER. 

The herd instinct

Fullbrook (2010a, p. 102), in the quotation above on page 3, refers to the AEA and neoclassical economists as ‘the old herd.’ References to ‘the herd instinct’ are fairly common in academic literature but its nature is never specified. The phenomenon is easily understood in terms of support-bargaining. An individual advances an idea that looks likely to advance the interests of himself, or herself, and his or her associates.

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