Instituto Ronin para acadêmicos perdidos

Não pude deixar de me identificar com essa ideia de uma instituição para  acadêmicos fora da academia. O artigo é meio passado (seis meses atrás) mas explica bem a ideia e o idealizador.

NOTA: Ronin eram os samurais que, por qualquer motivo, ficavam sem senhor e, portanto, não presos a nenhum juramento. (perdoem a inexatidão nipófilos)

The challenge for Wilkins, going forward, will be part fund-raising and part changing the perception that serious researchers must be university professors. Ralph Haygood, one of the independent scholars who’s supporting Wilkins, believes the latter won’t be easy.“If someone is a tenured faculty member at a university, it is a reasonable supposition that they know what they’re talking about,” said Haygood, who earned a doctorate in population biology from University of California, Davis, but stopped applying for academic jobs five years ago, he said, in order to start his own business. “And so, anytime anybody comes along and wants to talk about doing science outside academia, there is a certain amount of wariness.”

via The Ronin Institute for wayward academics – Page 4 – Boston.com.

Aprendendo com a teoria de crescimento de Schumpeter

Aqui uma visão um pouco mais macro, de desenvolvimento e das lições que podemos tirar da obra schumpeteriana. Não é minha linha mas é interessante de qualuqer modo.

Schumpeterian growth theory has “operationalized” Schumpeter’’s notion of creative destruction by developing models based on this concept. These models shed light on several aspects of the growth process which could not be properly addressed by alternative theories. In this survey, we focus on four important aspects, namely: (i) the role of competition and market structure; (ii) firm dynamics; (iii) the relationship between growth and development with the notion of appropriate growth institutions; (iv) the emergence and impact of long-term technological waves. In each case Schumpeterian growth theory delivers predictions that distinguish it from other growth models and which can be tested using micro data.

via What Do We Learn From Schumpeterian Growth Theory?.

Economia contra a política

Por maiores que sejam suas críticas ao Robinson e Acemoglu acho que só de lê-los para criticar me faz ter mais conhecimento de todos os lados de argumentação. Você precisa levantar a bola pra discutir com eles. O último livro foi uma comoção com o conceito de instituições inclusivas e a polêmica com o Jared Diamond (cujo livro acho excelente). Nesta coluna eles analisam a intereção economia e política:

The standard approach to policy-making and advice in economics implicitly or explicitly ignores politics and political economy, and maintains that if possible, any market failure should be rapidly removed. This essay explains why this conclusion may be incorrect; because it ignores politics, this approach is oblivious to the impact of the removal of market failures on future political equilibria and economic efficiency, which can be deleterious. We first outline a simple framework for the study of the impact of current economic policies on future political equilibria— and indirectly on future economic outcomes. We then illustrate the mechanisms through which such impacts might operate using a series of examples. The main message is that sound economic policy should be based on a careful analysis of political economy and should factor in its influence on future political equilibria.

via Economics Versus Politics: Pitfalls of Policy Advice by Daron Acemoglu, James Robinson :: SSRN.

ESTADÃO: ‘Empresas do País não inovam porque não precisam’, diz Passos

É o caso da cenoura e do chicote, mas só temos a cenoura. O debate é encaminhado para que se chegue à conclusão por mais abertura comercial. OK, mas não vamos nos esquecer da possibilidade de contrapartidas (como no regime automotivo) ou exigência de exportação (como nos casos clássicos asiáticos).

“As empresas brasileiras não inovam porque não precisam.” Assim o empresário Pedro Passos, cofundador e presidente da Natura, resumiu a mensagem de sua palestra ontem para uma pequena audiência de pesquisadores na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Centro do Rio.

Passos fazia parte de uma mesa de cientistas e empresários, reunidos para debater os desafios de estimular a pesquisa e desenvolvimento (P&D) para j inovação tecnológica nas empresas brasileiras. Segundo Passos, não há estímulo nem necessidade para fazer inovação no Brasil, porque a maioria das indústrias nacionais ou vive de exportar matérias-primas ou vende seus produtos somente para o mercado interno, no qual a competitividade é baixa.

“Quem não disputa mercado internacional tem mercado cativo em casa, o que faz com que a empresa não precise inovar”, disse. “No mercado nacional há mais incentivos, o risco é menor, o apetite de inovação é menor, e a empresa pode oferecer um produto de qualidade inferior. Esse é o quadro.”

via ‘Empresas do País não inovam porque não precisam’, diz Passos — Portal ClippingMP.

Ponto de vista biológico

No artigo linkado, Hirshleifer argumenta pelo uso de sociobiologia na economia (sem imperialismo). É um dos poucos que vi mais mainstream que chega a citar a tradição evolucionária de Nelson & Winter.

One of the earlier advocates of using evolutionary biology in economics was Jack Hirshleifer, a professor of economics at the University of California, Los Angeles. Hirshleifer was author of The Dark Side of the Force: Economic Foundations of Conflict Theory, which includes evolutionary analysis of cooperation and conflict, and some discussion of the unification of law, economics and evolutionary biology. The subject of this post is his 1997 article Economics from a Biological Viewpoint from the Journal of Law and Economics. Coming on the heels of E.O. Wilson’s Sociobiology, Hirshleifer states that there is no argument about the utility of using sociobiology in economics. The only open question is how much utility can be gained.

via Economics from a biological viewpoint – Evolving Economics.

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A economia do acesso aberto

Matéria interessante na revista Nature sobre revistas de acesso aberto, com argumentos pró e contra. No fundo creio que o problema seja o mesmo dos livros e da música. Existe um questionamento de qual é o serviço oferecido por editores e gravadoras e se ele é realmente necessário. E existe o questionamento de qual o modelo de negócio mais correto/eficiente a ser usado (estudar mais marketing). Na discussão geral as duas questões se misturam de maneira confusa.

Eisen, a molecular biologist at the University of California, Berkeley, argues that scientists can get much better value by publishing in open-access journals, which make articles free for everyone to read and which recoup their costs by charging authors or funders. Among the best-known examples are journals published by the Public Library of Science (PLoS), which Eisen co-founded in 2000. “The costs of research publishing can be much lower than people think,” agrees Peter Binfield, co-founder of one of the newest open-access journals, PeerJ, and formerly a publisher at PLoS.

But publishers of subscription journals insist that such views are misguided — born of a failure to appreciate the value they add to the papers they publish, and to the research community as a whole. They say that their commercial operations are in fact quite efficient, so that if a switch to open-access publishing led scientists to drive down fees by choosing cheaper journals, it would undermine important values such as editorial quality.

via Open access: The true cost of science publishing : Nature News & Comment.

Desindustrialização: mais fontes

Para os interessados no tema, foram publicados vários artigos em jornal e blogs sobre o tema. Ainda continuo na dúvida SE existe e QUANDO é ruim.

Entrevista do professor Edmar Bacha sobre desindustrialização | Blog do Mansueto Almeida.

Os desafios da indústria: palestra na FIEC | Blog do Mansueto Almeida.

Há futuro para a indústria no Brasil? – Blog do Instituto Millenium.

Economia e Desenvolvimento: Brasil erra ao não focar na indústria.